| Intel Clarkdale | ||||
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Novidades e inovações Acima de tudo, os Clarkdale são processadores que recorrem ao processo de fabrico de 32nm, que se encontra já optimizado (antes do tempo previsto), e vêm substituir os actualmente bem sucedidos Intel Core 2, Celeron e Pentium Dual-Core, ou seja, os modelos de gama média e baixa. Utilizando como base a arquitectura dos Nehalem (a dos topo de gama Core i7), os Clarkdale possuem uma inovação que permite reduzir o custo das plataformas, pois torna-se finalmente desnecessária a utilização de três chips como anteriormente (processador, northbridge e southbridge), passando agora a existir apenas o CPU e o northbridge. Isto acontece porque a Intel decidiu integrar no processador um chip que permite retirar grande parte das funcionalidades anteriormente existentes no Northbridge. Infelizmente, isso permitiu que retirassem o controlador de memória integrado no chip do processador (a grande novidade dos Nehalem, copiado dos processadores AMD) para o chip secundário. Isto infelizmente não é propriamente uma novidade por parte da Intel, mas o facto de o controlador de memória ter agora que utilizar um canal próprio para comunicar com o processador obrigou ao aumento (teórico de 76%) das latências, tornando-o bem menos apelativo que o Core i5 (Lynnfield).
Porém nem tudo é mau, pois todos os Clarkdale são os primeiros processadores da Intel a virem integrados com uma controladora gráfica, permitindo assim simplificar a vida aos fabricantes de motherboards. Intel HD Controladoras gráficas integradas habitualmente são sinónimo de cancro, pois estão tradicionalmente associadas a baixa qualidade de imagem, péssimo desempenho e fraco suporte e lista de funcionalidades. O Intel GMA (Graphics Media Accelerator) era um claro exemplo daquilo que não se devia de fazer no que toca a controladores gráficos, sendo as soluções tanto da AMD como da Nvidia significativamente superiores, sobre todos os prismas. Digo isto porque com um consumo energético semelhante, as soluções integradas da AMD e Nvidia permitiam que o utilizador conseguisse correr aplicações mais exigentes, jogos 3D mais recentes e lidar com conteúdo em alta definição, algo impensável para a solução da Intel. Chipsets Apesar de tal como foi dito o P55 suportar os processadores mas não suportar a controladora gráfica integrada, os restantes chipsets apresentados juntamente com os Clarkdale suportam-na sem qualquer limitação, bastando ao fabricante da motherboard adicionar as pistas necessárias para a transmissão do sinal do processador para as saídas de vídeo, que podem ser a tradicional VGA, DVI e HDMI. Esta última suporta finalmente todo o tipo de certificações como HDCP e, pela primeira vez num sistema Intel (e integrado) processamento de áudio Dolby TrueHD e DTS HD-MA. Isto permite que um PC consiga, finalmente, funcionar como um leitor de vídeo Blu-Ray, podendo tirar partido de todas as funcionalidades que este tem, integrando-se na perfeitamente nos mais avançados sistemas de áudio de alta definição.
No que toca às especificações dos chipsets comparativamente ao P55, apenas temos a acrescentar a introdução do QST (Quiet System Technology) e de outras funcionalidades exclusivas para o Q57, que é um chipset orientado para o mercado empresarial, onde todo o tipo de funcionalidades que garantam uma segurança acrescida dos seus equipamentos e dados é fundamental. Core i5 Clarkdale Infelizmente existem muitas diferenças entre estes novos Core i5 Clarkdale e o anterior Core i5 Lynnfield. Para além da integração do novo chip no processador que lida com a controladora gráfica, ligações PCI-Express e controlador de memória, existem outras importantes diferenças como o facto de todos os Clarkdale serem modelos Dual-Core com Hyper-Threading, e o Core i5 Lynnfield ser Quad-Core e não ter Hyper-Threading. Existem diferenças também no que toca à memória Cache L3 que passou de 8MB para 4MB, e a um aumento significativo da velocidade de funcionamento, que passou dos 2,66GHz para os 3,2 a 3,46GHz. Este aumento significativo da velocidade impede no entanto do sistema Turbo Mode atingir valores percentuais tão elevados, pois um Clarkdale Core i5 não consegue mais do que 4% de aumento de velocidade com os dois núcleos, e mais de 8% desligando um dos núcleos. No que toca ao suporte físico, estes novos Core i5 utilizam o mesmo socket LGA 1156 e suportam dois canais de memórias do tipo DDR3 a 1333MHz. Core i3 Destinado a substituir por completo todos os modelos Core 2 ainda existentes no mercado (phase-out agendado para o terceiro trimestre de 2010), os novos Core i3 possuem grande parte das características apresentadas nos Core i5 Clarkdale. Estou então a falar em processadores Dual-Core com Hyper-Threading, com velocidades entre 2,93GHz e 3,06GHz, 4MB de cache L3 partilhada e a não inclusão do sistema Turbo Mode. Estas pequenas alterações permitiram à Intel reduzir significativamente o preço destes processadores, tornando-os mais apelativos a quem procura um bom CPU com um preço abaixo dos 150 euros.
Conclusão Desde a introdução da arquitectura Nehalem que a Intel tem aproveitado os Core 2 para ocupar as tabelas de processadores de gama média e baixa, mas a AMD tem conseguido corrigir todos os problemas dos Phenom originais, tendo criado uma gama de processadores abaixo dos 200 euros que tem sido imbatível face à concorrência da Intel. Isto obrigou a Intel a desenvolver estes Core i3 e i5 para que saiam muito bons tanto a nível de desempenho como de preços. Infelizmente os preços não são tão baixos quanto os esperados, e a nível de desempenho, a utilização do controlador de memória separado do chip do CPU, mas dentro do processador, reduziu significativamente tanto a largura de memória como a velocidade, tornando-o (neste campo) pouco melhor que os Core 2, ficando ao nível (em alguns casos abaixo) dos AMD PhenomII. Terá a Intel decidido correctamente em tentar descontinuar os modelos Core 2 actualmente existentes, substituindo-os põe estes novos Core i3 e i5? Talvez, mas é urgente para a Intel voltar a integrar o controlador de memória no chip do processador para que os Core i3 e i5 se tornem na escolha definitiva da grande fatia de mercado de utilizadores de computadores de secretária. Gustavo Dias
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Os nomes de família dos processadores da Intel são habitualmente estranhos (retratando o nome de terras e cidades), mas tornam-se ainda mais confusos quando encontramos diversos modelos existentes em comercialização ao mesmo tempo. Afinal o que têm tão de especial os novos processadores da Intel?


